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Gerentes e desenvolvedores — Processo de transformação

Numa conversa com a minha amiga Jéssica Rodrigues, aspirante a Project Manager de TI, ela citou um ponto que é comum na maior parte dos projetos da nossa área, existe uma grande diferença no conhecimento técnico entre gerentes e desenvolvedores. Isso dificulta a delegação de tarefas pelo gerente e para os desenvolvedores explicarem seus prazos.

Mas acabei percebendo que não tentamos resolver este gap, fica cada grupo defendendo o seu lado, o gerente reclamando que os desenvolvedores não cumprem os prazos ou estão enrolando, e do outro lado, como os gerentes são incompreensíveis ou leigos demais. Quero a partir deste post começar uma série de textos voltados para os gerentes com o objetivo de preencher esta lacuna entre as partes, espero que assim tenhamos resultados melhores nos projetos.


Processo de transformação

Eu sou um desenvolvedor e sei que o meu trabalho é pegar um dado bruto e gerar alguma informação útil para as pessoas, auxiliando elas na tomada de decisão. Por exemplo, imagine que estamos desenvolvendo a tela de extrato do internet banking, as movimentações financeiras são os dados brutos, devemos pegar estes dados e agrupá-las por data e oferecer um subtotal para o cliente, assim facilitamos a análise das movimentações e fornecemos uma forma fácil para ele analisar os gastos diários.

Entendendo o trabalho de um desenvolvedor fica mais fácil delegar tarefa, precisamos entender quais são os dados brutos disponíveis e quais informações queremos que o desenvolvedor entregue. Precisamos descrever o processo de transformação do dado bruto, utilizando o exemplo anterior, podemos descrever da seguinte forma:

Temos as movimentações financeiras por data, uma movimentação financeira consiste numa descrição e um valor que pode ser negativo ou positivo, precisamos ordenar as movimentações por data decrescente e disponibilizar um subtotal por dia, este valor é obtido pela soma do valor das movimentações do dia.

Conseguimos descrever a entrada, como transformá-la e o que esperamos dessa transformação. O diagrama abaixo ilustra melhor este processo.


Encadeando processos

Quando temos processos maiores ou mais complexos parece difícil fazer uma descrição sucinta da entrada e a saída esperada, o caminho nesse caso é entender que processos maiores são compostos por processos menores e o encadeamento entre eles gerá os resultados esperados. A imagem abaixo é um exemplo do encadeamento de processos.

É importante que o gerente e um desenvolvedor mais sênior façam a decomposição dessas tarefas mais complexas para assim delegar em tarefas pequenas, rapidamente tangíveis e mensuráveis. Ao decompor as tarefas o desenvolvedor consegue mostrar ao gerente a sua complexidade e justificar o tempo necessário para desenvolve-las.


Espero que este artigo ajude os gerentes iniciantes da área de TI. Estarei escrevendo mais sobre o processo de desenvolvimento, buscando sempre preencher a lacuna entre gerência e desenvolvedores. Se tiverem alguma sugestão, coloquem nos comentários.

Projetos se tornam bem sucedidos quando todas as partes se envolvem.

Abraço!

 


 

Este texto foi originalmente publicado em: https://medium.com/@celsowo/gerentes-e-desenvolvedores-processo-de-transformação-81835dc386a7#.yuy5ljlvj

Celso Wo

Apreciador de inovação em tecnologia nas mais diversas plataformas. Possui grande conhecimento em várias linguagens de desenvolvimento, entre elas Java, C, Objective C, PHP, Lua, Python e Ruby. Procura sempre focar em inovações nas áreas de inteligência artificial, redes neurais, aprendizagem de máquina e usabilidade.

Um comentário em “Gerentes e desenvolvedores — Processo de transformação

  1. Primeiramente parabéns pelo post, realmente esse gap entre o gerente de projetos e o desenvolvedor é algo preocupante. Se ambas as partes tivessem real conhecimento dos processos de software a serem seguidos, o que é raro, o planejamento seria mais realista.
    Porém tenho outro ponto a levantar. Até pouco costumava também ser um aspirante a IT Project Manager, mas tenho visto cada vez menos utilidade nesse profissional. Tendo em vista, pois, que projetos de software de sucesso são aqueles em que todas as partes se envolvem, nada melhor para envolver uma equipe do que torná-la autogerenciável. Obviamente que essa solução não se aplica a todos os contextos, pois o autogerenciamento demanda qualificação. Numa equipe qualificada, porém, ao meu ver, um gerente de projetos não se é necessário.

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